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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Poeira Embaixo do Tapete

Antes de tudo deixo bem claro: sou um ferrenho buscador do progresso turístico!
É muito fácil falar de turismo quando se tem algumas fotos bem produzidas para expor na web: hotéis e resorts com facilidades modernas e conforto, belas praias, atrações turísticas, opções de passeios etc. É assim que se vende a maioria dos destinos. A nova safra de prefeitos está um pouco melhor do que as anteriores, com obras razoáveis. As cidades turísticas tem uma tendência a melhorar com o passar do tempo, pois estrategicamente o foco dos administradores é o turismo. Em detrimento disso a população local sofre justamente em épocas que o turista não vê por que não viaja: a temporada das chuvas. A podridão que a própria população fabrica é jogada nas ruas e tragadas por bueiros que desembocam nas praias. Pura falta de educação. E os governos são cobrados pela população a limparem aquilo que não conseguem deixar limpo (por pura falta de educação). Prato cheio para os governantes: limpeza pública. Fácil de fazer: enquanto houver o que limpar existirá trabalho visível. Dizem que o eleitor está mudando e que agora só vota em quem trabalha. Isto pode estar certo até certo ponto, mas muito amadora a análise. Valeria dizer que o bom trabalho fosse aquele que não fosse visto pelos olhos: redes de esgotos dimensionadas para suportar chuvas. Essa fórmula é antiga e já foi citada milhares de vezes. Mas não funciona. Em épocas de chuvas intensas os hotéis não sofrem pois estão instalados em áreas nobres, mas os funcionários de hotéis sofrem. Uma idéia estapafúrdia: mudar a data de eleições para épocas de chuva, onde as pessoas fossem mais influenciadas pelas necessidades de infra-estrutura do que por praças coloridas. Mera aparência. Pura ilusão: jogar a poeira debaixo do tapete, afinal o turista não vê pois fica somente alguns dias e nem é conduzido a locais sujos das cidades. O que fazer? Educação? Política? Progresso? Ilusionismo?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Gravatas Mofando

Os bons profissionais muitas vezes não estão necessariamente dentro das empresas, mas fora delas. São pessoas experientes, com grande vivência e conhecimento, mas que, em função da pouca demanda de vagas, ficam à mercê da sorte de serem chamados. Talvez a palavra sorte seja a mais apropriada sim, pois refiro-me à possibilidade de que seus currículos cheguem às mãos de pessoas certas. Só essas pessoas certas é que podem contratar os bons profissionais. Se as informações caem nas mãos de outros, gera a insegurança por parte dos mesmos em relação ao perigo da preservação gerado pela eventual concorrência que os candidatos podem trazer. Se caem nas mãos de proprietários, onde não existe o perigo da preservação do emprego, entram outros fatores, como o da auto-suficiência e do (continua...)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Liderança...

Nos tempos que correm, tão simples. Liderança é isto!
Uma menina, de 13 anos, ganhou um prémio e foi cantar o hino dos EUA, num jogo da NBA. Vinte mil pessoas no estádio. Ela afinada e compenetrada. De repente o braço tremeu, engasgou-se, esqueceu-se da letra... e DEU-LHE UM BRANCO!!! Treze anos, sozinha, ali no meio, e o público ameaça uma VAIA. De repente, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a, e trazendo o público a cantar junto. Só o técnico tomou a iniciativade ir até lá para ajudar, enquanto à volta dela começava-se a ensaiar a vaia. Mo Cheeks, mostra o que é liderança e como uma atitude de apoio, NA HORA CERTA, pode fazer uma grande diferença, para ajudarmos a mudar a história do JOGO da vida.
Será que isso já não nos aconteceu? E a nossa atitude, foi como a do técnico Mo Cheeks ou como a de todos os outros que estavam à sua volta? Há pessoas que estão no mundo para ajudar, outras para vaiar.

sábado, 24 de outubro de 2009

Pessoas de sucesso...

A busca de objetivos é uma questão muito pessoal. Alguns querem muito e outros se contentam com pouco. Em qualquer situação deve-se buscar sempre o melhor, mesmo que em pequenas quantidades.

Vamos imaginar que somos jogadores de futebol e que começamos nossa carreira jogando num time pequeno. Gradativamente por merecimento vão surgindo convites para se jogar em times maiores, até que se chega num grande time. Lá encontra-se outros grandes jogadores e de repente não somos o melhor daquele time, pois vários outros craques como nós estão lá. Seja qual for o time que se joga, grande ou pequeno, deve-se sempre fazer gols. Quem define se um profissional é bom ou é ruim não é o tamanho da empresa que ele trabalha, mas suas atitudes e os gols que são feitos.

Em nossas vidas questionamos muitas vezes as condições que nos são oferecidas para trabalhar, esquecendo-se que muitas vezes as dificuldades são quem mais nos ensinam. Um dos grandes gênios que tivemos, escultor e entalhador chamado Antonio Francisco Lisboa, mineiro, mais conhecido como Aleijadinho, deixou-nos verdadeiras obras de arte através de suas esculturas. O curioso é que o Aleijadinho era deficiente físico e suas mão eram deformadas. Ele empunhava seus instrumentos de trabalho com a ajuda de panos para doer-lhe as mãos. Neste caso o mérito seria das ferramentas, dos panos ou de sua perseverança, dedicação e esforço pessoal? Imagine-se, é claro, o que faria esse grande brasileiro que foi, se não fosse deficiente? Tenhamos cuidado com a resposta óbvia que podemos dar, pois “é nas crises que encontramos as soluções”!

O mundo de hoje não tem espaço para amadores. Só os profissionais sobreviverão com um trabalho digno. Lamentavelmente esta é a realidade. Não se trata somente de uma questão de instrução pedagógica, mas de caráter, relacionamento, capacidade de decisão, visão estratégica, comportamento, compreensão, discernimento, paciência, dedicação e participação. Note-se a grande quantidade de engenheiros, advogados e outros profissionais com diploma de curso superior encontram-se desempregados, enquanto outros tantos encontram-se desenvolvendo atividades totalmente diferentes de suas formações. A proliferação desenfreada e exclusivamente de interesses comerciais de faculdades com o rótulo de acesso para todos ao ensino superior parece mais a lábia de convencimento de um vendedor fascinando um comprador, sedento em satisfazer um antigo sonho de conseguir, a qualquer custo um diploma para ser chamado de doutor sem sê-lo. Diga-se de passagem que várias empresas sérias não se contentam com a formação quando o cargo requer a especialização, mas também com o nome da instituição formadora.

Grandes empresários do cenário atual como Abílio Diniz, João Carlos Paes Mendonça, Artur Sendas, Bill Gates, Antônio Ermírio de Morais, entre tantos outros são exemplos de dedicação e sucesso para todos. Construir impérios não é questão de sorte nem de formação. Trata-se de dedicação, perseverança, esforços, abdicações de muitas coisas e acima de tudo a deparação com as dificuldades que os caminhos nos trazem. Não interessa a profissão que se escolha para abraçar na vida. O importante é que sejamos os melhores, seja num time de várzea ou num time da primeira divisão. Quer ser cortador de cana? Seja o melhor cortador de cana. Você vai aprender muito mais do que imagina. É só esperar. O tempo é senhor de tudo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Em busca de recolocação...

Várias pessoas já sentiram uma sensação desagradável quando estiveram desempregados e buscando uma recolocação. Nos primeiros dias ela vem devagar e aos poucos se torna gigante com o passar dos dias. O tempo decorrido parece não ser mensurável. As semanas passam voando os fins dos meses também. A sensação de isolamento também. Parece um complô. Será que valemos o quanto que pesamos? Sabemos que não é pelo fato de estarmos disponíveis que existirão vagas disponíveis no mercado. Alguns até brincam dizendo que quando se está desempregado não aparece nada de oferta, mas quando se está empregado daí aparecem várias propostas desnecessárias. Será? A concorrência talvez não seja tão grande: do ponto de vista dos empregadores, os critérios poderão fazer a diferença em relação ao número de concorrentes para certos empregos. Não falo de critérios esdrúxulos e desnecessários muitas vezes. Me refiro ao mínimo de coisas úteis que existem dentro de cada indivíduo que tem mais valor do que muitas baboseiras requeridas. Sabe quando o homem mais se aproxima da perfeição? Quando é candidato a um emprego. Nunca vi tanta educação, conhecimento, postura e tudo mais. Cursos: word, excel. ( agora peça para o cara usar uma formulazinha básica ou então formate uma célula…); Habilidades Lingüísticas: Inglês, espanhol. O pior é que quem está entrevistando usa conhecimentos técnicos, estratégias de percepção, um monte de baboseiras como aqueles testes.. mas não arriscam em tentar puxar uma conversa para checar se o cara habla mesmo… Nesses dias vou colocar no meu currículo o domínio de mais uma língua: o hindi ( ou escrevo “indiano” mesmo)… afinal HARE BABA, ATCHÁ, FIRANGHI… HARE,HARE, HARE KRISHINA….